verdadeiramentelivre.Podemospoislibertar-nosaquidopesoqueoneraateoria.
Dointeresseprópriodasidéiasdamoralidade
Emfimdecontas,reduzimosoconceitodeterminadodamoralidadeàidéiada
liberdade;contudo,nãofoipossível(449)demonstrarestacomosendoalgoderealem
nósenanaturezahumana.Limitamo-nosaverificarquedevemossupô-la,sequeremos
conceberumsercomoracionaledotadodaconsciênciadesuacausalidade
relativamenteàssuasações,ouseja,comodotadodevontade;eassimencontramosque,
precisamentepelomesmomotivo,devemosatribuiratodoserdotadoderazãoede
vontadeestafaculdadededeterminar-seaagirsobaidéiadesualiberdade.
Alémdisso,vimosquedasuposiçãodestaidéiaderivaigualmenteaconsciênciadeuma
lei,segundoaqualosprincípiossubjetivosdaação,istoé,asmáximasdevemser
sempretaisquepossamvalertambémobjetivamente,ouseja,universalmente,como
princípios,e,porconseguinte,servirparaumalegislaçãoque,emboraemanadadenós,
sejalegislaçãouniversal.Masporquedevoeusubmeter-meaesteprincípio,eistona
minhaqualidadedeserracionalemgeral?Eporquedevemigualmentesubmeter-sea
eleosdemaisseresdotadosderazão?Queroadmitirquenenhuminteressemeimpele,
poisnessecasonãohaverianenhumimperativocategórico;noentanto,éprecisoqueeu
aceitenecessariamenteuminteresseequevejacomoistoépossível;porqueestedeveré
propriamenteumquereremtodoserracional,comacondiçãoidequenelearazãoseja
práticasemimpedimento;masparaosseresque,comonós,sãodotadosde
sensibilidade,istoé,deimpulsosdeoutraespécie,enosquaisnãosucedesempreoque
arazãosozinhafariaporsi,estanecessidadedaaçãoexprime-sesópelotermo"dever",
eanecessidadesubjetivadistingue-sedanecessidadeobjetiva.
Parece,portanto,quenoscontentamoscomsuporpropriamentealeimoral,istoé,o
próprioprincípiodaautonomiadavontade,naidéiadaliberdade,sempodermos
demonstrararealidadeeanecessidadeobjetivadesteprincípioemsimesmo;todavia,
mesmoassimteríamosganhoalgodemuitoimportante, porhavermos determinado,
aomenos, overdadeiroprincípio,commaiorexatidãodoquesefezatéaopresente;
mas,emrelaçãoàsuavalidadeeànecessidadepráticadenossubmetermosaele,não
teríamosavançadomuito.Porque,senosperguntassemcomoéqueavalidadeuniversal
denossamáxima,comolei,deveseracondiçãorestritivadenossasações,esobreque
basefundamentamosovalorpornósatribuídoaestemododeagir,valortão
considerávelquenãopodesersuperadopornenhumoutrointeresse;como,alémdisso,
aconteceque,sóportalforma,ohomemcrêpossuirosentimentodeseuvalorpessoal,
emcomparaçãodo(450)qualaimportância,deumestadoagradáveloudesagradável
devesertidapornula:aestasperguntasnãopoderemosdarrespostasatisfatória.
Semdúvidaafigura-se-nosbompoderinteressar-nosporumaqualidadepessoal,daqual
nãodepende,defato,ointeressedenossasituação,masquenostornacapazesde
participarnumacondiçãofeliz,nocasoemqueestafossedispensadapelarazão;por
outraspalavras,osimplesfatodesermosdignosdefelicidade,emboranãonosmovao
desejodenelaparticipar,podeinteressaremsimesmo;masestejuízoé,narealidade,
apenasoefeitodaimportânciajápressupostanasleismorais(enquantopormeioda
idéiadaliberdadenosdespojamosdetodointeresseempírico).Masquenosdevamos
despojardetalinteresseempírico,istoé,quenosdevamosconsiderarcomolivresna
ação,etodaviareputar-nossubordinadosacertasleis,nointuitodeencontrarsóem
nossapessoaumvalorcapazdenoscompensardaperdadetudoquantoconferevalorà
nossacondição,comoistosejapossível,e,porconseguintedondeprovémquealei
moralobrigue,éoquenãopodemosaindacompreender.
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Devemosconfessarcomfranquezahaveraquiumaespéciedecírculovicioso,doqual,
segundopenso,nãohámeiodesair.Supomo-noslivresnaordemdascausaseficientes,
afimdenosimaginarmos,naordemdosfins,sujeitosaleismorais,e,emseguida,
consideramo-nossujeitosaestasleis,pornoshavermosatribuídoaliberdadeda
vontade;defato,aliberdadeealegislaçãoprópriadavontadeexprimemambas
autonomia;são,pois,conceitosrecíprocos,e,justamenteportalmotivo,nãosepode
usarumparaexplicarooutroedarrazãodele;aosumo,tudoquantosepodefazeré,do
pontodevistalógico,reduziraumconceitoúnicoasrepresentações,naaparência
diversas,deumsóemesmoobjeto(comosereduzemdiversasfraçõesdevaloridêntico
àexpressãomaissimples.
Resta-nostodaviaumasaída,ouseja,procurarsaberse,quandonosimaginamos,mercê
daliberdade,comocausaseficientesapriori,nãonossituamosnumpontodevista
diferentedequandonosrepresentamosanósmesmos,segundonossasações,como
efeitosqueestãopatentesanossosolhos.
Háquefazerumaobservação,semqueparaissosejamnecessáriassutisreflexões,por
elaestaraoalcancedainteligênciamaiscomum,emboraestaafaçaaseumodo,istoê,
porumobscurodiscernimentoda.faculdadejudicativa,que(451)eladenomina
sentimento:équetodasasrepresentaçõesqueemnósseproduzem,independentemente
denossavontade(comoasrepresentaçõesdossentidos),nãonosfazemconheceros
objetossenãosegundooinfluxoqueelesemnósexercem,desortequeficamos
ignorandooqueelespossamseremsimesmos;conseqüentementeaconteceque,por
meiodetaisrepresentações,nós,adespeitodosmaioresesforçosdeatençãoedetodaa
clarezaqueointelectopodeacrescentar,nãopodemosobtersenãooconhecimentodos
fenômenos,enuncaodascoisasemsi.Umavezfeitaestadistinção(ebastaparaissoa
diferençajáapontadaentreasrepresentaçõesquenosvêmdefora,nasquais
permanecemospassivos,easqueproduzimosexclusivamentepornóspróprios,enas
quaismanifestamosnossaatividade),resultanaturalmentequedevemossuporeadmitir,
pordetrásdosfenômenos,algumaoutracoisaquenãoéfenômeno,querodizer
precisamenteascoisasemsi;emboradeboamenteconcedamosque,pornunca
podermosconhecê-lasdeoutromodosenãopelamaneiracomoelasnosafetam,nunca
podemosavizinhar-nosdelasobastanteparasabermosoqueelassãoemsimesmas
(
182
).Daquiresultanecessariamenteumadistinção,umtantogrosseira,écerto,entreo
mundosensíveleomundointeligível,oprimeirodosquaispodetambémsermuito
variado,segundoadiferençadesensibilidadenosdiversosespectadores,aopassoqueo
segundo,queservedefundamentoaoprimeiro,permanecesempreomesmo.Opróprio
homem,segundooconhecimentoquetemdesipelosensoíntimo,nãopodegloriar-se
doconhecer-secomoéemsimesmo. Comefeito,como o eledenenhumamaneirase
produzasimesmo,nemrecebeoconceitoquetemdesiapriori,masempiricamente,é
naturalquenãopossaigualmenteadquirirconhecimentodesimesmosenãopelosenso
íntimo,istoé,somentemedianteaaparênciafenomenaldesuanaturezaepelomodo
comosuaconsciênciaéafetada.Ao.mesmotempo,porém,deveadmitir
necessariamente,acimadestamodalidadedeseuprópriosujeitocompostounicamente
defenômenos,algumaoutracoisaquelhesirvadefundamento,asaberoseupróprio
Eu,sejaqualforamaneiracomoestepossaserconstituídoemsimesmo;por
conseguinte,noconcernenteàsimplespercepçãoeàcapacidadedereceberas
sensações,deve eleconsiderar-secomofazendopartedomundosensível,aopassoque
naquiloquepodeseratividadepura(issoé,naquiloquechegaàconsciência,nãopor
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influxoexercidosobreossentidos,senãoimediatamente),deveconsiderar-secomo
fazendopartedomundointeligível,doqualtodavia elenadamaisconhece.
Ohomemquerefletedevechegaràmesmaconclusão(452),relativamentetodasas
coisasqueselhepossamapresentar:épresumívelatéqueainteligênciamaisvulgarseja
capazdeformularsemelhanteconclusão,poisénotórioserelamuitoinclinadaasupor,
pordetrásdosobjetosdossentidos,algumarealidadeinvisívelqueageporsimesma.
Mas,poroutrolado,elacorrompeestatendência,pelofatodeointelectoserepresentar
esteinvisíveldebaixodeumaformasensível,istoé,querendofazerdeleumobjetode
intuição,econseguintementenãotiradaínenhumavantagem.
Masohomemencontrarealmenteemsiumafaculdade,pormeiodaqualsedistingue
detodasasoutrascoisassensíveis,atémesmodesipróprio,enquantopodeserafetado
porobjetos,eestafaculdadeéarazão.Esta,comoespontaneidadepura,éainda
superioraoentendimento;porque,emboraestesejatambémespontaneidadeenão
contenhasó,comoasensibilidade,representaçõesquebrotamapenassobainfluência
dascoisas(conseguintemente,quandoseépassivo),todavia elenãopodetirardesua
atividadenenhunsoutrosconceitos,anãoserosqueservemunicamenteparasubmeter
oregrasasrepresentaçõessensíveise,dessemodo,,asreunirnumaconsciência;esem
esteusodasensibilidade, elenadapoderiapensar;aoinvés,arazãomanifestanaquilo,
aquesedáonomedeidéias,umaespontaneidadetãopura,queporessaformasealça
muitoacimadetudoquantoasensibilidadelhepodesubministrar,emanifestasua
principalfunção,distinguindoumdooutro,omundosensíveldomundointeligível,e
marcandoassimaopróprioentendimentoosseuslimites.
Portalmotivo,umserracionaldeve,enquantointeligência(e,portanto,nãoporsuas
faculdadesinferiores),considerar-secomopertencente,nãoaomundosensível,masao
mundointeligível;tem,porconseguinte,doispontosdevista,desdeosquaispode
considerar-seasipróprioeconhecerasleisdoexercíciodesuasfaculdades,istoé,de
todasassuasações:deumlado.enquantopertencenteaomundosensível, eleestá
sujeitoaleisdanatureza(heteronímia);dooutrolado,enquantopertencenteaomundo
inteligível,estásujeitoaleisindependentesdanatureza,nãoempíricas,senãofundadas
unicamentenarazão.
Naqualidadedeserracional,portantopertencenteaomundointeligível,ohomemnão
podeconceberacausalidadedesuaprópriavontadesenãosobaidéiadaliberdade;pois
aindependênciaarespeitodascausasdeterminantesdomundosensível(independência,
quearazãodevesempreatribuirasi)éliberdade.Comaidéia,daliberdadeestá
inseparavelmenteunidooconceitodeautonomia,comesteestáunidoo(453)princípio
universaldamoralidade,queidealmenteservedefundamentoatodasasaçõesdosseres
racionais,,damesmamaneiraquealeidanaturezaservedefundamentoatodosos
fenômenos.
Destemodosedesfazasuspeita,acimainsinuada,segundoaqualestariacontido
secretamenteumcírculoviciosonanossamaneiradeconcluirdaliberdadeparaa
autonomiaedestaparaaleimoral.Comefeito,podiajulgar-sequepropúnhamoscomo
fundamentoaidéiadaliberdade,sótendoemmiraaleimoral,paraemseguidaconcluir
novamentealeimoral,partindodaliberdade;que,porconseguinte,nãopodíamosdar
absolutamentenenhumademonstraçãodestalei,equeestaeraapenascomoquea
imposiçãodeumprincípio,queasalmasbempensantesdebomgradonosconcederiam,
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masquenósnuncapoderíamosestatuircomoproposiçãodemonstrável. Agoravemos
bemque,quandonosconsideramoscomolivres,nostransportamosparaomundo
inteligívelcomomembrosdessemundo,equereconhecemosaautonomiadavontade
juntamentecomasuaconseqüência,amoralidade;mas,senosimaginamoscomo
sujeitosaodever,consideramo-noscomopertencentes,aumtempo,aomundosensível
eaomundointeligível.
Comoépossívelumimperativocategórico?
Oserracionalpertence,comointeligência,aomundointeligível,esóenquantocausa
eficientepertencenteaestemundo, eledáonomedevontadeàsuacausalidade.Por
outrolado, eletemaindaconsciênciadesimesmo,comofazendoparteciomundo
sensível,noqualsuasaçõessãoconsideradascomosimplesmanifestaçõesfenomenais
dessacausalidade;é-lhetodaviaimpossívelcompreendercomosãopossíveisestas
açõesprovenientesdeumacausalidadequenãoconhecemos;é,pois,forçadoaencarar
suasações,enquantopertencentesaomundosensível,comodeterminadasporoutros
fenômenos,asaber,pordesejoseinclinações.Seeufossemembrounicamentedo
mundointeligível,minhasaçõesseriamperfeitamenteconformesaoprincípioda
autonomiadavontadepura;seeufosseapenaspartedomundosensível,elasdeveriam
serencaradascomointeiramenteconformesàleinaturaldosdesejosedasinclinações,e
porconseguinteàheteronímiadanatureza.(Noprimeirocaso,asminhasações
estribariamnoprincípiosupremodamoral;nosegundocaso,noprincípioda
felicidade).Mas,dadoqueomundointeligívelcontémofundamentodomundosensível
e,conseqüentemente,tambémdasleisdomesmo,eumavezquerelativamenteàminha
vontade(quepertenceinteiramenteaomundointeligível), eleéumprincípioimediato
delegislaçãoe,portanto,deve(454)tambémserpensadocomotal,eu,comointeligível,
emboraseja,poroutraparte,umserpertencenteaomundosensível,devereireconhecer-
mesujeitoàleidoprimeiro,istoé,arazão,quecontémestaleinaidéiadaliberdade,e
portantosujeitoigualmenteàautonomiadavontade;conseqüentemente,deverei
considerarasleisdomundointeligívelcomoimperativosparamim,e,comodeveres,as
açõesconformesaesteprincípio.
Destemodo,sãopossíveisimperativoscategóricos,pelomotivodeaidéiadaliberdade
mefazermembrodeummundointeligível.Donderesultaque,seeufosseapenasisso,
todasasminhasaçõesseriamsempreconformesàautonomiadavontade;comoporém,
aomesmotempo,meconsiderocomomembrodomundosensível,éprecisodizerque
elasdevemserconformes;este"dever"categóricorepresentaumaproposiçãosintéticaa
priori,poisqueaumavontadeinfluenciadapordesejossensíveisacresceaindaaidéia
destamesmavontade,masenquantopertencenteaomundointeligível,ouseja,purae
práticaporsimesma,aqualcontémacondiçãosupremadaprimeirasegundoarazão;
poucomaisoumenos,domesmomodoqueàsintuiçõesdomundosensívelse
acrescentamosconceitosdoentendimento,queporsimesmosnadamaissignificamdo
queaformadeumaleiemgeral,eque,porisso,tornampossíveisproposiçõessintéticas
apriori,sobreasquaisrepousatodoconhecimentodeumanatureza.
Ousoprático,queoshomenscomumentefazemdarazão,confirmaaexatidãodesta
dedução.Nãoexisteninguém,nemsequeropiorcelerado,contantoqueesteja
habituadoaservir-sedarazão,que,aolheseremapresentadosexemplosdelealdadenas
intenções,deperseverançanaobservânciademáximasboas,desimpatiaede
benevolênciauniversal(tudoistoligadoaindaagrandessacrifíciosdevantagensede
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bem-estar),nãodesejesentir-setambémelepossuídodetaissentimentos.Elenãopode,
semdúvida,eunicamentemovidodesuasinclinaçõeseimpulsos,realizaresteidealem
suapessoa;masnemporissodeixadesentiroprofundodesejodeselibertardessas
inclinaçõesquelhesãogravosas.Mostra,poressaforma,que,comumavontadeimune
dosimpulsosdasensibilidade, elesetransportacomopensamentoaumaordemde
coisasinteiramentediversadaquelaqueconstituiseusdesejosnocampoda
sensibilidade;poisquedetalaspiraçãonãopodeesperarnenhumasatisfaçãodeseus
apetites,nemporconseguintenenhumestadocapazdecontentaralgumadesuas
inclinaçõesreaisouimaginárias(umavezque,poressaforma,aprópriaidéia,quelhe
provocaodesejo,perderiasuapreeminência); elenãopodeesperardaísenãoummaior
valorintrínseco(455)desuapessoa.Ora, elecrêseressapessoamelhor,quandose
situanopontodevistademembrodomundointeligível,paraoqualoarrasta
forçadamenteaidéiadaliberdade,istoé,aindependênciarelativamenteàscausas
determinantesdomundosensível;nestepontodevista, eletemconsciênciadeumaboa
vontadeque,segundosuaprópriaconfissão,constituialeiparaavontademá,aqueestá
sujeitoenquantomembrodomundosensível:lei,cujaautoridade elereconhece,
emboraatransgrida.Odevermoralé,pois,propriamenteoquerernecessárioparatodo
membrodeummundointeligível,edeveserconcebidoporestecomodeverapenasna
medidaemque eleseconsideraaomesmotempocomomembrodomundosensível.
Doextremolimitedetodafilosofiaprática
Todososhomenssejulgamlivresemsuavontade.Daíprocedemtodososjuízossobre
asações,declarandoquaiselasdeveriamtersido,emboranãotenhamsidotais.
Todavia,estaliberdadenãoéumconceitodaexperiência,nemopodeser,porqueeste
conceitopermanecesempre,emboraaexperiênciamostreocontráriodaquelas
exigênciasque,nasuposiçãodaliberdade,sãorepresentadascomonecessárias.Por
outrolado,éigualmentenecessárioquetudoquantosucedesejainfalivelmente
determinadosegundoasleisdanatureza,eestanecessidadenaturalnãoétambémum
conceitodaexperiência,precisamenteporserumconceitoqueimplicaemsioconceito
denecessidade,porconseguinteodeumconhecimentoapriori.Masesteconceitode
umanatureza éconfirmadopelaexperiência,edeveserinevitavelmentepressuposto,se
équedeveserpossívelaexperiência,ouseja,umconhecimentocoerentedosobjetos
dossentidossegundoleisuniversais.Peloque,aliberdadeésomenteumaidéiada
razão,cujarealidadeobjetivaécmsiduvidosa,aopassoqueanaturezaéumconceito
doentendimento,queprovaedevenecessariamenteprovarsuarealidadepormeiode
exemplostomadosdaexperiência.
Éesta,semdúvida,aorigemdeumadialéticadarazão,poisnoconcernenteàvontade,
aliberdadequeselheatribui,pareceestaremoposiçãocomanecessidadedánatureza;
todavia, emboraarazãosituadaentre estas duasdireções,dopontodevista
especulativoencontreocaminhodanecessidadenaturalmaisdesimpedidoemais
praticávelqueodaliberdade,todavia,dopontodevistaprático,asendada(456)
liberdadeéaúnicaondesejapossívellazerusodarazãoemnossocomportamento;daí
oserimpossível,tantoàmaissutilfilosofiaquantoàmaisvulgarrazão,pôremdúvidaa
liberdade,pormeiodesofismas.Deve,pois,arazãoadmitirnãoserpossívelencontrar
nenhumaverdadeiracontradiçãoentrealiberdadeeanecessidadenaturaldasmesmas
açõeshumanas,porquenãolheédadorenunciaraoconceitodenatureza,comonemao
deliberdade.
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Entretanto,estaaparentecontradiçãodeveserdesfeitademodoconvincente,embora
nuncasepossaviracompreendercomosejapossívelaliberdade.Comefeito,seo
conceitodaliberdadefossecontraditórioconsigooucomaidéiadanatureza,queé
igualmentenecessária,deveriaela(aliberdade)sersacrificadaemproveitoda
necessidadenatural.
Maséimpossívelsubtrair-.seaestacontradição,seosujeito,quesesupõelivre,se
concebesseasimesmo,quandosedenominalivre,nomesmosentidoouprecisamente
namesmarelaçãoemque elesesupõe,relativamenteàmesmaação,sujeitoàleida
natureza.Êpois,umatarefa,aqueafilosofiaespeculativanãopodesubtrair-se,ade
mostrar,aomenos,queaquiloquetornaestacontradiçãoilusóriaéofatode
concebermosohomem,quandoqualificamosdelivre,numsentidodiferenteesobuma
relaçãodiferentedequandooconsideramoscomosujeito,enquantopartedanatureza,
àsleisdestamesmanatureza,equenãosóasduasrelaçõespodemacomodar-seuma
comaoutra,senãoquedevemoutrossimserpensadasnomesmosujeitocomo
necessariamenteunidas;pois,deoutromodo,nãoseexplicariaporquedeveríamos
sobrecarregararazãocomumaidéiaque,emboraconsinta,semcontradição,emseunir
aoutrasuficientementejustificada,nosenvolvetodavianumembaraçoqueentrava
singularmentearazãoemseuusoteorético.Massemelhantetarefacompete
exclusivamenteàfilosofiaespeculativa,aqualporessaforma,deveabrirlivrecaminho
àfilosofiaprática.Nãofica,poisàmercêdofilósofoocuidadodesuprimiroudeixar
intactaestaaparentecontradição;porque,nesteúltimocaso,ateoriaé,sobesterespeito,
umbonumvacans,doqualofatalistapodecomdireitoapossar-se,deleexpulsandotoda
moralcomodeumapretensapropriedade,queelapossuisemtítulo.
Todavianãosepodeaindaaquidizerquecomeceocampodafilosofiaprática.Porque
elanãoé,porformaalguma,qualidadeparadirimirodebate,masexigeapenasdarazão
especulativaqueponhatermoaolitígio,emqueelaseencontraenvolvidaemmatéria
teorética,afimdeque(457)arazãopráticapossagozarderepousoesegurança,
relativamenteaintromissõesexternasquepoderiamcontestar-lheoterrenoondeela
pretendeestabelecer-se.
Masapretensãolegítima,quetemarazãohumana,mesmoamaiscomum,àliberdade
davontade,funda-senaconsciênciaenapressuposiçãoadmitidadaindependênciada
razãoarespeitodecausasdedeterminaçãopuramentesubjetivas,oconjuntodasquais
constituioquepertencesomenteàsensação,porconseqüênciaoquerecebeuonome
geraidesensibilidade.Ohomem,quedetalmodoseconsideracomointeligência,
coloca-se,porissomesmo,numaoutraordemdecoisas,e,quando eleseconcebecomo
inteligênciadotadadevontade,portantodecausalidade,põe-seemrelaçãocom
princípiosdeterminantesdeoutraespécieinteiramentediferente,doquequandose
consideracomoumfenômenodomundosensível(oque ele,naverdade,tambémé)e
submeteasuacausalidade,segundoumadeterminaçãoexterna,aleisdanatureza.Ora,
eleimediatamentedácontaqueambasascoisaspodem,eatédevem,dar-seaomesmo
tempo.Pois,queumacoisanaordemdosfenômenos(pertencenteaomundosensível)
estejasujeitaacertasleis,dasquaiséindependentecomocoisaoucomoseremsi
mesmo,nãocontememsiamínimacontradição;queoprópriohomemdevaconceber-
seerepresentar-sesobesteduploaspecto,éexigênciaquesefunda,noqueconcerneao
primeiroponto,naconsciênciadesicomoobjetoafetadopelossentidos,e,noque
respeitaaosegundoponto,naconsciênciadesicomointeligência,istoé,comoser
independente,nousodarazão,dasimpressõessensíveis(portanto,comopertencenteao
mundointeligível).
Daquiderivaqueohomemseatribuiumavontadequenãoconsenteempôrnoseu
ativocoisaalgumadoquepertençaunicamenteaseusdesejoseinclinações,eque,ao
invés,concebecomopossíveisparaela,oumelhor,comonecessárias,açõesquenão
podemserexecutadassenãomedianteumarenúnciaatodososdesejoseincitamentos
sensíveis.Acausalidadedetaisaçõesresideneleenquantointeligênciaenasleisdos
efeitosedasaçõesquesãoconformesaosprincípiosdeummundointeligível,doqual
mundo,todavia, elenadamaissabedoqueisto,quenelesóarazão,ejustamentea
razãopura,independentedasensibilidade,instituialei.Alémdisso,comosóenquanto
inteligência eleéoverdadeiroeu(aopassoque,enquantohomem, eleésófenômeno
desipróprio),estasleisendereçam-sea eleimediatamenteecategoricamente,desorte
quetudoaquiloaqueasinclinaçõeseimpulsosoincitam(portantotodaanaturezado
mundo(458)sensível),nãopodecausardanoàsleisdasuavontadeconsideradacomo
inteligência.Maisainda. elenãoassumearesponsabilidadedestasinclinaçõese
tendências,nemasatribuiaoseuverdadeiroeu,ouseja,àsuavontade;sóseconsidera
responsáveldacomplacênciaquepoderiaterparacomelas,seporventuralhes
concedessealgumainfluênciasobresuasmáximas,comprejuízodasleisracionaisda
vontade.
Introduzindo-seassimpormeiodopensamentonummundointeligível,arazãoprática
nãoultrapassa,defato,seuslimites;sóosultrapassaria,sequisesse,entrandoneste
mundo,intuir-se,sentir-senele.Issonãopassadeumaconcepçãonegativaemrelação
aomundosensível,oqualnãodáleisàrazãonadeterminaçãodavontade;concepção
quesónumpontoépositiva,asaber,queestaliberdade,comodeterminaçãonegativa,
estáligada,aomesmotempo,aumafaculdade(positiva),eprecisamenteauma
causalidadedarazão,quedenominamosvontade,istoé,àfaculdadedeagirdetalsorte
queoprincípiodasaçõessejaconformeaocaráteressencialdeumacausaracional,ou
seja,àcondiçãoqueamáximaerigidaemleisejauniversalmenteválida.Mas,sea
razãoquisesseaindaderivardomundointeligívelumobjetodavontade,istoé,um
motivo,ultrapassaria,nessecaso,seuslimiteseteriaailusãodeconhecerumacoisa,da
qual,narealidade,nadaconhece.Portanto,oconceitodeummundointeligívelnada
maiséqueumpontodevista,quearazãosevêobrigadaaaceitar,foradosfenômenos,
paraseconceberasiprópriacomoprática:oquenãoseriapossível,seasinfluências
dasensibilidadefossemdeterminantesparaohomem,masquetodaviaénecessário,se
équenãodevemoscontestar-lheaconsciênciadesimesmocomointeligência,portanto
comocausaracionaleatuantepormeiodarazão,ouseja,livreemsuasoperações.
Semelhanteconcepçãoimplicaaidéiadeumaoutraordemedeumaoutralegislação
diferentedaordemedalegislaçãodomecanismonaturalqueseaplicaaomundo
sensível,etornanecessáriooconceitodeummundointeligível(istoé,osistematotal
dosseresracionaiscomocoisasemsi),massemamenorpretensãodeultrapassaraqui0
pensamentodaquiloqueésimplesmenteacondiçãoformaldomesmo,ouseja,a
universalidadedamáximadavontadecomoleie,portanto,aautonomiadesta
faculdade,autonomiaquesópodeexistircomaliberdadedamesma;aopassoquetodas
asleis,quesãodeterminadasporsuarelaçãocomumobjeto,dãoumaheteronímiaque
sóseencontranasleisnaturaisequesósepodereferiraomundosensível.
Arazãoultrapassariatodososseuslimites,sepretendesseexplicarcomoéqueuma
razãopurapodeserprática,o(459)queequivaleriaexatamenteaexplicardeque
maneiraaliberdadeépossível.
Defato,sópodemosexplicaraquiloquepodemosreduziraleis,cujoobjetopodeser
dadonalgumaexperiênciapossível.Ora,aliberdadeéumasimplesidéia,cujarealidade
nãopodeporformaalgumaserdemonstradaporleisdanatureza,eportantotambémem
nenhumaexperiênciapossível,eque,porissomesmoquenãosepodepropordela,
segundoqualqueranalogia,umexemplo,nuncapodesercompreendida,nemsequersó
concebida.Elavaleapenascomosuposiçãonecessáriadarazãonumserquejulgater
consciênciadepossuirumavontade,ouseja,umafaculdademuitodiferentedasimples
faculdadeapetitiva(querodizer:umafaculdadedesedeterminaraagircomo
inteligência,portantosegundoleisdarazão,independentementedosinstintosnaturais).
Mas,ondecessaumadeterminaçãosegundoasleisdanatureza,aícessatambémtoda
explicação,enadamaisrestadoquemanter-senadefensiva,istoé,refutarasobjeções
dosquepretendemhaverpenetradomaisprofundamentenaessênciadascoisas,eque,
portalmotivo,declaramousadamentealiberdadeimpossível.Apenasselhespode
mostrarqueacontradição,queelespretenderahaverdescoberto,cmnadamaisconsiste
senãoemque,paratornaraleidanaturezaválidarelativamenteàsaçõeshumanas,eles
deveriamconsiderarnecessariamenteohomemcomofenômeno;quandoagoraseexige
queelesdevamconcebê-lo,enquantointeligência,tambémcomoumacoisaemsi,
continuamtodaviaaconsiderá-losempreaindacomofenômeno;então,semdúvida,o
fatodesubtrairacausalidadedohomem(istoé,suavontade)àsleisnaturaisdomundo
sensívelnumsóemesmosujeitoconstituiriaumacontradição;contudo,esta
contradiçãodesapareceria,seelesquisessemrefletire,comoseriadejustiça,reconhecer
que,pordetrásdosfenômenos,devemporcertoexistir(emboraocultas)ascoisasemsi,
asleisdasquaisnãosepodepretenderquesejamidênticasàquelasaquesãosujeitas
suasmanifestaçõesfenomenais.
Aimpossibilidadesubjetivadeexplicaraliberdadeda(460)vontadeéidênticaà
impossibilidadededescobriredefazercompreenderuminteresse(*)queohomem
possatomarpelasleismorais;e,nãoobstante,éfatoqueohomemtomarealmente
interesseporelas,oprimeirodoqualéemnósaquiloaquechamamossentimento
moral,sentimentoqueporalguns,falsamente,édadocomosendoocritériodenosso
juízomoralquando,naverdade,deveserantesconsideradocomooefeitosubjetivo
exercidopelaleisobreavontade,doqualsóarazãosubministraosprincípiosobjetivos.
Paraqueumser,queé,aumtempo,racionaleafetadopelasensibilidade,queiraoque
sóarazãoprescrevecomo.dever,éprecisoquearazãotenhaafaculdadedelhe
inspirarumsentimentodeprazeroudesatisfaçãopelocumprimentododever,e,
conseguintemente,umacausalidade,pelaqualdetermineasensibilidadeconformemente
aseusprincípios.Éporém,defato,impossívelcompreender,istoé,explicarapriori,
comoumsimplespensamento,queemsinãocontémcoisaalgumadesensível,pode
produzirumsentimentodeprazerouderepugnância;poisistoéumaespéciepeculiar
decausalidade,daqualnadapodemosdeterminarabsolutamenteapriori,masparaa
qualsópodemosconsultaraexperiência.Mas,comoestanãopodeoferecernenhuma
relaçãoentrecausaeefeito,anãoserentredoisobjetosdaexperiência,ecomoaquia
razãopura,unicamentepormeiodeidéias(quenãosubministramobjetosparaa
experiência),deveseracausadeumefeito,quecertamenteseencontranaexperiência,
porissoanóshomenseabsolutamenteimpossívelexplicarcomoeporquea
universalidadedamáximacomolei,eporconseguinteamoralidade,nosinteressa.
Certoéapenasisto:queamoralidadenãopossuivalorparanóspelofatodeinteressar
(poisistoéheteronímiaedependênciadarazãopráticaarespeitodasensibilidade,ou
seja,arespeitodeum(461)sentimentoassentecomoprincípio,noqualcasonunca
poderiaestabelecerumalegislaçãomoral);masamoralidadeapresentainteresse,
porquetemvalorparanósenquantohomens,porquederivadenossavontade,concebida
comointeligência,portantodonossoverdadeiroeu;oraoquepertenceaopuro
fenômenoénecessariamentesubordinadopelarazãoànaturezadacoisaemsi.
(*)Interesseéaquilopeloqualarazãosetornaprática,istoé,setornacausadeterminanteda
vontade.Eisporquesedizapenasdeumserracional,queeletomainteresseporqualquercoisa,
aopassoqueosseresirracionaissentemsomenteimpulsossensíveis.Arazãotomainteresse
imediatopelaação,sóquandoavalidadeuniversaldamáximadestaaçãoéumprincípio
suficientededeterminaçãodavontade.Sóuminteressedestegêneroépuro.Mas,searazãonão
podedeterminaravontadesenãopormeiodealgumoutroobjetododesejo,entãoelanãotoma
pelaaçãosenãouminteressemediato;e,comoarazãonãopodedescobrirporsisó,sema
experiência,nemobjetosdavontade,nemumsentimentoespecialquesirvaaestade
fundamento,esteúltimointeressenãopodesersenãouminteresseempírico,nuncaumpuro
interesseracional.Ointeresselógicodarazão(quealevaaaumentarseusconhecimentos)nunca
éimediato,maspressupõefins,aosquaisserefereousodesta faculdade.
1
Portanto,aquestão:"comoépossívelumimperativocategórico?"sópodeser
verdadeiramenterespondida,namedidaemquesejapossívelindicaraúnicasuposição
dondedependeasuapossibilidade,ouseja,aidéiadaliberdade,eemquesepossa
tambémenxergaranecessidadedestasuposição,oqueésuficienteparaousoprático
darazão,istoé,paranosconvencermosdavalidadedesteimperativoe,
conseguintemente,tambémdaleimoral.Masoquenenhumarazãohumanalogrará
jamaisdescobriréamaneiracomotalsuposiçãosejapossível.Supondoqueavontade
deumainteligênciaélivre,segue-se,comoconseqüênciainevitável,aautonomiada
mesma,comosendoaúnicacondiçãoformal,medianteaqualelapodeserdeterminada.
Pressuporestaliberdadedavontade (semcairemcontradiçãocomoprincípioda
necessidadenaturaldaligaçãodosfenômenosciomundosensível)nãoésó
absolutamentepossível(comoafilosofiaespeculativaopodemostrar),masé
igualmentenecessárioparaumserracional,quetemconsciênciadesuacausalidadepor
meiodarazão,portantodeumavontade(distintadosdesejos)deadmiti-lapraticamente,
istoé,emidéia,comocondiçãodetodasassuasaçõesvoluntárias.Comoéquearazão
purasemoutroimpulso,venha eledondevier,possaporsimesmaserprática,por
outraspalavras,comoéqueosimplesprincípiodavalidadeuniversaldetodasassuas
máximascomoleis(oqualseriacertamenteaformadeumarazãopuraprática),sem
matéria(objeto)algumadavontade,pelaqualsepossaantecipadamentetomar
interesse,possaporsimesmosubministrarummóbildeaçãoesuscitaruminteresse
capazdeserdenominadopuramentemoral;ou,poroutraspalavras,comoéqueuma
razãopurapossaserprática:explicaristoéinteiramenteimpossívelaqualquerrazão
humana,eébaldadotodootrabalhodespendidoparaencontrarumaelucidação.
Éexatamenteamesmacoisaqueseeuprocurassedescobrircomoépossívelaprópria
liberdadecomocausalidade(462)deumavontade.Comefeito,aquiponhodeparteo
princípiodeexplicaçãofilosófica,semteroutroaquerecorrer.Poderia,écerto,
aventurar-menomundointeligívelquetodaviameresta,nomundodasinteligências;
mas,emboratenhadeleumaidéia,ebemfundada,nãotenhotodaviaomínimo
conhecimentodomesmo,enuncaopodereialcançar,malgradotodososesforçosde
minharazãonatural.Estaidéiasignificaapenasalgumacoisa,quecontinuasubsistindo,
depoisdeeuterexcluídodosprincípiosdedeterminaçãodeminhavontadetudoquanto
pertenceaomundosensível,demaneiraquerestrinjasimplesmenteoprincípiodos
impulsosderivadosdocampodasensibilidade,limitandoestecampoemostrandoque
elenãocompreendeemsiotododotodo,equeforadelemuitasoutrascoisasainda
existem;masestasmuitascoisas,nãoasconheço.Darazãopura,queconcebeeste
ideal,nãomeresta,apóshaverleitoabstraçãodetodamatéria,istoé,detodo
conhecimentodosobjetos,senãoaforma,ouseja,aleipráticadavalidadeuniversaldas
máximase,emconformidadecomesta,a concepçãodarazão,consideradaem
relaçãoaummundointeligívelpuro,comocausaeficientepossível,istoé,comocausa
determinantedavontade;oimpulsodeveaquifaltarcompletamente;anãoserqueesta
idéiadeummundointeligívelnãosejaelamesmaoimpulso,ouacoisapelaquala
razãooriginariamentetomainteresse;masexplicaristo,éjustamenteoproblemaque
nãologramosresolver.
Aquiestá,pois,olimiteextremodetodainvestigaçãomoral.Determiná-loéjáde
grandeimportância,paraquearazão,porumlado,nãoseembrenhenomundosensível,
comprejuízodamoralidade,àcatadomotivosupremodedeterminaçãoedeum
interesse,semdúvida;compreensível,masempírico;e,poroutrolado,nãobataasasas
emvão,semmudardelugar,nesteespaçodeconceitostranscendentes,vazioparaela,
quesechamaomundointeligível,nemsepercanomeiodequimeras.Alémdisso,a
idéiadeummundointeligívelpuro,concebidocomoumtodoformadoportodasas
inteligências,dequenósmesmos,comoseresracionais,fazemosparte(conquanto,por
outrolado,pertençamos,aomesmotempo,aomundosensível),continuasendosempre
umaidéiautilizávelelícitacmbenefíciodeumacrençaracional,sebemquetodosaber
seconfinedentrodoslimitesdestemundo.Emercêdomagníficoidealdeumreino
universaldosfinscmsi(dosseresracionais),aoqualnãopodemospertencercomo
membrossenãotendoocuidadodenosportardeacordocomasmáximasdaliberdade,
comoseelasfossemleisda«463)natureza,aidéiadomundointeligívelécapazde
produziremnósvivointeressepelaleimoral.
Observaçãofinal
Ousoespeculativodarazão,relativamenteànatureza,conduzàabsolutanecessidade
deumacausasupremadomundo;ousopráticodarazão,relativamenteàliberdade,
conduztambémaumanecessidadeabsoluta,masqueésóanecessidadedasleisdas
açõesdeumserracionalcomotal.Ora,éumprincipioessencialdetodousodanossa
razão,estimularoconhecimento,queelanosdá,atéàconsciênciadesuanecessidade
(poissemissonãoseriaconhecimentodarazão). Masamesmarazãoestáigualmente
sujeita aumarestriçãonãomenosessencial,queconsisteemarazãoserincapazde
perceberanecessidadedaquiloqueéeacontece,edoquedeveacontecer,senão
assentacomoprincípioumacondição,sobaqualacoisaé,aconteceoudeveacontecer.
Destemodo,porém,mercêdaconstantebuscada'condição,arazãonãopodeversenão
quesuasatisfaçãoésempreadiada.Peloque,elabuscasemdescansoonecessário
incondicionado,eéobrigadaaadmiti-lo,semmeioalgumdeotornarinteligívelasi,
sentindo-sejábastantefelizemsópoderdescobriroconceitoqueseajustacomesta
suposição.Nãosedeve,portanto,censuraranossadeduçãodoprincípiosupremoda
moralidade;deveria,antes,criticar-searazãohumanaemgeral,pornãolograrmos
explicarumaleipráticaincondicionada(qualdeveseroimperativocategórico)emsua
necessidadeabsoluta.Nãonospodem,pois,censurar,pornãoquerermosfazeristo
medianteumacondição,ousejamediantealguminteresseestabelecidocomoprincípio,
porque,nessecaso,nãoseriamaisumaleimoral,istoé,umaleisupremadaliberdade.
Assim,senãocompreendemosverdadeiramenteanecessidadepráticaincondicionada
doimperativomoral,compreendemostodaviaasuaincompreensibilidade,eétudo
quantosepodeexigirracionalmentedeumafilosofiaqueseempenhaporalcançar, nos
princípios, os s limites s da a razão humana.
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